Especial Descobrimento do Brasil: Adoradores de Cthulhu e Tinco

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Especial Descobrimento do Brasil: Adoradores de Cthulhu e Tinco

 

Como prometido, volto com mais dois reviews de jogos nacionais. Para continuar o incentivo, a Rocky Raccoon continua com a promoção até o final do mês.

Os dois jogos que trago hoje são do mesmo estilo dos anteriores, fillers, a característica destes é a possibilidade de jogar em um número grande de pessoas. Mesmo com a quantidade grande de jogadores, a agilidade, rapidez e diversão das partidas não são comprometidas.

Então vamos lá!

 

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Tinco

 

Introdução

                Você pode dominar bem o Kung-Fu, mas só será um mestre se dominar todas as artes dos Mestres-Animais. Para provar seu valor e sabedoria, você deve trazer o medalhão Tinco, para isso, você competirá com outros aprendizes, para ver quem alcançará o último nível da Torre da Perfeita Harmonia, ou quem se afogará no Lago da Reflexão Concreta.

 

Tema

                Produzido pela Devir com autoria de Gustavo Barreto e Alessandro de Oliveira e arte pelo Estúdio 1mais2, Tinco traz o tema Kung-Fu, mais especificamente os estilos animais do Kung Fu, já que os jogadores não vão lutar de verdade.

As artes são ótimas e combinam com o tema, achei um pouco carregado, mas comento isso mais a frente.

 

 

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Componentes

 

                O jogo trás mais componentes do que aparenta pela caixa, além das 35 cartas de animais e 1 Carta Trinco, que são as que fazem o jogo acontecer mesmo, há também 6 cartas de torre para marcar os pontos, um medalhão dividido em 5 cacos e 6 clips. Os clipes são de papel, mas entendo a intenção de colocar clipes de verdade, porém há uma complicação para incluir esse tipo de componente nos jogos.

Quero fazer algumas pontuações pessoais, o jogo é muito bonito, percebi que o pessoal das artes foram atenciosos em muitos detalhes: Cores, formas, ideias e apresentação dos itens. O manual está bem diagramado, por exemplo, não houve economia de espaço para detalhar e mostrar as cartas. Ao mesmo tempo fiquei cheteado com algumas coisas da produção, por exemplo, a leve variação da cor entre os versos das cartas, não impossibilita o jogo e na movimentação da partida isso não é notado. Faço a critica por não reparar esse descuido em outros jogos da Devir, mas por que nesse há? Enfim, se eu estiver sendo injusto ou se você teve a mesma impressão, comente!

Já que comentei nos anteriores, a caixa comporta as cartas sleevadas, mas fica bem apertado. Coube porque eu quis hahaha.

 

 

Gameplay

                A partida é bem simples, mas o set-up exige atenção. Para cada quantidade de jogadores, a quantidade de cartas varia. Por exemplo, para uma partida de 3 jogadores, são utilizadas 21 cartas (4 quinas, mais o Trinco), e 2 cacos do medalhão. Mas tudo isso é muito bem explicado no manual.

Há dois modos de jogo, um em que você combina 5 cartas iguais, outro que você combina 5 cores iguais, considerado avançado. Eu subestimei o modo avançado, mas sinceramente, o de 5 animais iguais já é o suficientemente difícil, considerando que é um jogo pra ser leve e divertido.

Aí vem o comentário das artes carregadas, elas dificultam bastante a compreenção, imagino que esse seja o intuito, mas algumas pessoas podem se irritar. Porém se você usar os ícones nos cantos das cartas (sim, como se fossem naipes, mas não são), facilita. No modo por cor, cada carta tem um pequeno fragmento colorido, imbutido no desenho da carta e em cada carta fica num lugar diferente, então pense na loucura. Esse modo meus companheiros nem quiseram testar hahaha.

 

A partida em si é como se fosse um pregão da bolsa de valores, depois de embaralhadas e distribuidas as cartas que entrarão na partida, iniciam-se as negociações.

Como dito, o objetivo é juntar 5 cartas iguais, nesse exemplo vou utilizar 5 cartas do mesmo animal, para isso você de fazer trocas com os outros, obedecendo as regras. As trocas sempre são feitas em mesma quantidade, exemplo, você entrega 2 cartas e recebe duas. Pra saber as intenções de troca, cada um anuncia sua intenção ao mesmo tempo, não há turnos. Para concretizar a troca, você escolhe alguém com a mesma proposta e troca as cartas, exemplo:

Eu começo a falar: – DUAS! DUAS! DUAS! DUAS! Vendo que ninguém se interessa mudo para  – TRÊS! TRÊS! TRÊS! E troco com alguém que também estava gritando TRÊS! TRÊS! TRÊS! Eu passo minhas cartas e recebo as 3 do adversário.

E as negociações continuam, até alguém ter as 5 cartas iguais. Assim que alguém completa o objetivo, ele para de negociar e pega um caco do medalhão. Sem avisar ninguém nem nada, só pega e fica na dele. Os outros jogadores, ao perceberem isso, devem parar de negociar e pegar um caco para si, mesmo que não complete o objetivo.

Sempre haverá 1 caco a menos do que o número de jogadores. Depois que todos se tocarem que o pregão encerrou, é feito a contagem de pontos. Quem tem 5 cartas iguais e um caco , marca um ponto. Quem tiver apenas o caco, sem as cartas, não pontua. Quem não tiver o caco, perde um ponto.

Além disso, quem terminou a rodada com o Trinco na mão, perde um ponto! Mesmo que tenha sido quem tem as 5 cartas iguais e o caco, perde esse ponto. Se já tinha perdido um ponto por nao ter o caco, perde mais um pra ficar esperto e fugir do Trinco.

A partida segue, até alguém alcançar o último nível da torre ou o nível mais baixo do lago. Ganha quem estiver mais alto na torre, sendo possível o empate.

 

 

 

Dicas

House Rule. Se a partida terminar porque alguém chegou no nível mais baixo, todos perdem.

 

Não vejo a necessidade de jogar sempre marcando os pontos, simplesmente vamos fazendo rodadas e rodadas, rindo de quem foi mais esperto, de quem ficou contando cartas mesmo depois de todos já terem parado, de ter entregue o mesmo par de cartas que recebeu e por ai vai.

 

O jogo é de 3 a 6 jogadores, mas não recomendo pra menos que 4.

 

 

 

 

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Adoradores de Cthulhu

 

Introdução

                O terror espreita a cidade, mortes ritualisticas e inexplicáveis acontecem toda a noite na cidade de Arkhan. Se o mistério não for resolvido, você pode ser uma das vítimas, isso é, se você não for um dos assassinos.

No desespero, os cidadãos decidem fazer justiça com as próprias mãos, e cada dia revidam a morte que houve a noite. Tente sobreviver até o final para participar do desfecho dessa história.

 

Tema

                Mais uma vez trago um jogo da nossa querida Rocky Raccoon. Adoradores de Cthulhu foi desenvolvido por Helio Greca, com artes dirigidas por Antonio Eder e produzidas pelo Sputnik Studio, que é a atual Dogzilla Studio, dá uma conferida no trabalho dos caras, www.dogzilla.com.br, lá tem algumas artes do próprio Adoradores.

O jogo se passa no universo de H.P. Lovecraft, mais especificamente em Arkhan, que está vivendo uma onda de assassinatos. Os assassinos são cultistas, esses são os adoradores de Cthulhu. Quem não é cultista, tenta desvendar quem são, e quem é tenta cumprir os rituais para tazer o grande Ancião. Porém, de dia todos se passam por cidadãos “civilizados” que tentam matar os cultistas com o objetivo de acabar com os assassinatos.

 

 

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Componente

                A caixa estilosa e temática contém um baralho de 24 cartas e um manual. Sim a caixa aparenta ter mais coisas, mas o tamanho é para compor a identidade visual que remete às ilustrações da época dos lançamentos do Lovecraft.

Falando de identidade, é essa a ideia das ilustrações, dar um efeito de ilustrações da época, além das bordas “gastas”.

 

Gameplay         

                O que precisamos pra simular uma população de uma cidade? Gente, muita gente, por isso o jogo é para 6 a 18, DE-ZOI-TO, pessoas. Bem da verdade ele é pra 7 a 19 haha, porque sempre deve-se considerar um Guardião (narrador do jogo).

O Guardião tem papel fundamental na partida, sendo praticamente impossível jogar sem. É ele que conduzirá toda a história, saberá todas as cartas, de todos os jogadores, e anunciará as mortes todas as manhãs.

No baralho você encontrará Cultistas, Cidadãos e 6 personalidades que explico mais para frente.

Para cada quantidade de jogadores há uma proporção de cartas diferente. Exemplo, para 6 jogadores, entra 1 Cultista, para 9 jogadores entram 3 Cultistas. Enfim, há uma tabela explicando direitinho quantos Cultistas usar em cada partida.

 

Para uma familiarização com o jogo recomendo jogar apenas com Cultistas e Cidadãos, a mêcanica é simples, depois de todos habituados, inclua os outros personagens.

 

Após separar as cartas que entrarão na partida, o narrador embaralha e entrega um personagem pra cada jogador. Os jogadores olham, memorizam, e quanto menos olharem na suas cartas melhor.

Então entra em cena o Guardião, que narrará as fases do jogo, tudo o que ele falar deve ser feito. Basicamente o jogo tem 2 fases, noite, quando todos fecham os olhos e os cultistas escolhem a vítima, e dia, quando os sobreviventes condenam um jogador pelo crime da noite. Como isso acontece:

O Guardião anuncia a noite e todos fecham os olhos. Então irá chamar personagem por personagem para fazer sua ação. Num jogo com apenas Cultistas e Cidadãos, o Guardião anuncia os Cultistas, que escolhem sua vítima. O Guardião anuncia o dia, todos abrem os olhos,  o Guardião anuncia as mortes e todos os sobreviventes decidem quem vai ser condenado pelo crime. Decidido por votação, o jogador escolhido é eliminado. O jogo segue pra mais uma noite, agora sem os mortos e condenados das rodadas anteriores.

E assim vai, até que os Cidadãos eliminem todos os Cultistas ou vice-versa.

 

Sim, é simples, é divertido, a graça está nas conspirações e vereditos. Depois de habituados, inclua os personagens com efeitos, eles contam como cidadãos, assim, o objetivo também é eliminar os Cultistas. Para incluir um desses personagem, substitua por uma carta de Cidadão. Cada personagem incluirá uma fase que o Guardião narrará, quando não tem esses personagens em jogo, a fase correspondente deve ser ignorada.

 

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Há a explicação certinho de cada um no manual, mas vou dar uma breve explicada em cada um:

-Andarilho: Pode sair da cidade por uma noite, evitando que ele seja o alvo.

-Professor: Pode ver a carta de outro jogador no turno da noite

-Médico Clandestino: Mata um, pra salvar a vítima de outra noite

-Hipnotista: Tira a capacidade de um jogador votar na condenação

-Oficial de Polícia: Se ele for a vítima dos Cultistas, mata alguém junto

-Detetive: Pode espionar, por sua conta e risco, na fase dos cultistas.

 

O jogo é bom e simples só com o básico, pra algumas pessoas, é demais entender os outros papéis haha. Mas torço pra que seja possível você incluir essas outras personalidades, fica bem mais divertido.

 

Dicas

O narrador faz toda diferença, assim como no RPG, é ele que dará a emoção na partida. Dependendo da desenvoltura, o jogo fica mais dinâmico, e todos entram mais em seus papéis.

 

É bom jogar em algum lugar que todos possam se acomodar e escutar o Guardião, eu sugiro que o Guardião possa se mover e dar um tapinha no ombro de quem for morrendo durante a noite, como se avisse que a pessoa morreu. Assim ela pode se divertir mais com a situação, encenar só pela piada, sei lá hahaha

 

Acho que a partida com 8 ou mais fica mais interessante, com 6 e 7, apenas um cultista entra. E se for com “poucas” pessoas (8 não é pouco, mas enfim), não coloque todos os personagens com efeito, se não vira uma bagunça. Acho que 1 personagem pra cada Cultista é uma proporção interessante, deixando o Detetive para jogos com muitos jogadores.

 

Dicas Gerais

               

Essa dica aparecerá em todas as minhas reviews. Se você tem um grupo que joga sempre e você gosta deste grupo, tudo bem, mas se conheceu qualquer jogo em um grupo não usual, antes de decidir se gostou ou não, experimente uma partida com outras pessoas. Pode parecer obvio, mas a diversão pode ser muito maior com as pessoas certas.

 

Todos os quatro jogos formam uma boa coleção inicial de fillers, por isso escolhi apresentar os 4 em específico, acho que cada um abrange um número diferente de pessoas e divertem bem, isso é muito útil, seja numa noite de jogos ou um evento qualquer que reunem várias pessoas. Além disso, todos são pequenos e fáceis de transportar.

 

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