5 Clássicos da Literatura Fantástica Originalmente Considerados Como Um Fiasco

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Confira os 5 maiores fiascos de todos os tempos (na opinião dos críticos) da literatura fantástica.

5 – Triplanetária de E.E. “Doc” Smith

Um dos clássicos do Space Opera, “Triplanetária” era originalmente um conjunto de contos publicados na revista Amazing Stories a partir de 1934. Foi lançado como livro somente em 1948, após ser reformulado como um romance da série Lensman, publicado pela Fantasy Books.

Triplanetária de E.E. "Doc" Smith

“Triplanetária” criou a idéia da civilização galáctica, mas não foi bem recebido na época, ainda que seu status como um romance da série Lensman o tenha tornado uma leitura obrigatória para os fãs de ficção científica.

4 – O Último Homem de Mary Shelley

Sempre ofuscado por Frankenstein (outro livro que recebeu péssimas críticas), os comentários sobre “O Último Homem” escrito em 1826, foram contundentes.

Pouco tempo depois o livro desapareceu das prateleiras, sendo impresso novamente somente em 1965, quando o interesse sobre a vida da autora fez com que vários de seus romances fossem reeditados.

A própria Mary Shelley considerava “O Último Homem” seu melhor livro. A história de uma praga que lentamente dizima a humanidade faz do livro um precursor da ficção científica distópica.

A obra também influenciou grandes escritores de ficção-científica e deu início a um movimento cujos expoentes são H. G. Wells, Asimov e Arthur C. Clark.

O Último Homem de Mary Shelley

3 – Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley

De acordo com a biografia de Huxley escrita por Nicholas Murray, “Admirável Mundo Novo” vendeu inicialmente cerca de 13.000 cópias no Reino Unido, o que não foi considerado exatamente como um fracasso.

Já nos EUA, com “sua visão preconceituosa da Utopia materialista, foi muito menos bem-vindo” e logo começou seu longo caminho para se tornar um dos mais banidos livros de todos os tempos.

Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley

2 – Do Androids Dream of Electric Sheep? de Philip K. Dick

Enquanto a maioria dos livros de Philip K. Dick saía de catálogo, para logo em seguida ser reimpresso, suas obras mais conhecidas (“The Man in the High Castle”, “A Scanner Darkly”, “VALIS”) tiveram edições sempre disponíveis.

Não foi este o caso do “Do Androids Dream of Electric Sheep?”. Lançado originalmente em 1968, publicado em formato brochura em 1971 ficou desaparecido até 1982 até ser relançado com o título de “Blade Runner”.


1 – O Senhor dos Anéis de JRR Tolkien

Rayner Unwin, editor de Tolkien, escreveu a seu pai, Sir Stanley Unwin: “esta série poderia fazer sua companhia perder mil libras. Seu pai respondeu que, se Rayner realmente acreditava que os livros eram um trabalho de gênio, então pode fazê-la perder milhares de libras”.

Rayner também foi responsável por dividir a história em três livros (uma idéia desaprovada pelo autor), e por lutar contra o corte de qualquer texto.

De acordo com a biografia de Tolkien, escrita por Leslie Jones, A Sociedade do Anel teve uma tiragem inicial de 3500 cópias, vendidas em apenas seis semanas, necessitando de uma segunda impressão.

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